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Maior produção de minérios pode acelerar transição energética

Como alinhar o potencial dos minerais críticos e estratégicos às práticas sustentáveis, à transição energética e às oportunidades relacionadas à COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que será realizada em Belém (PA), em novembro? Este foi um dos principais temas de um talk-show promovido pela Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2025), na manhã desta quinta-feira (30/10), no Centro de Convenções Salvador.

Os painelistas lembraram que a transição energética global não acontece sem a mineração. Lítio, cobre, níquel, grafite, terras raras e outros minerais críticos e estratégicos são a base material das tecnologias de baixo carbono, desde baterias e veículos elétricos até turbinas eólicas e painéis solares. Para eles, o Brasil pode transformar seu potencial geológico em liderança diplomática e industrial na corrida pela descarbonização.

Moderador do painel, o Country Manager da Hochschild Mining Brasil, Ediney Drummond, destacou que o país tem condições únicas para se consolidar como fornecedor seguro de minerais estratégicos. “A indústria tem trabalhado para atrair novos investimentos, fortalecer a agenda ESG [ambiental, social e de governança] e comunicar melhor suas práticas à sociedade. Ainda precisamos evoluir na comunicação para fora do setor e despertar o interesse das novas gerações pela mineração”, acrescentou.

O diretor-presidente da Mineração Taboca, Eduardo Orban, observou que o cenário global de transição energética traz oportunidades diretas ao setor mineral brasileiro, especialmente para metais como o estanho e o tântalo. “O estanho está presente em todos os circuitos eletrônicos, na solda de componentes e na indústria alimentícia, com uso em folhas de flandres que evitam a oxidação das embalagens metálicas. É um metal essencial, e ainda não há substituto à altura”, explicou.

Inovação tecnológica

Orban ressaltou que a inovação tecnológica tem papel decisivo na sustentabilidade do setor. “Buscamos tecnologias que permitam tirar mais com o mesmo input, aproveitando melhor os recursos e gerando menos rejeitos. Essa evolução tecnológica ajuda a criar empregos e fortalece a mineração como vetor da sustentabilidade”. 

Para o COO da Appian Capital Brazil, Tony Lima, o ambiente regulatório e geopolítico brasileiro é cada vez mais favorável aos investimentos internacionais. “O Brasil está se posicionando como um país neutro em meio às tensões comerciais globais, com estabilidade política e regras claras. Isso o torna atraente para o friendshoring e para a diversificação das cadeias de suprimento”, afirmou.

Critérios ESG

Segundo Lima, critérios de governança, transparência e responsabilidade social são determinantes nas decisões de investimento. “A cultura de segurança é inegociável e precisa estar enraizada. O respeito às comunidades locais e ao território também pesa. Tudo isso pode determinar uma não decisão de investimento. Hoje, a régua está mais alta, e os investidores querem ver práticas sólidas de governança, responsabilidade social e ambiental”, pontuou.

Na visão do diretor global de Gestão de Ativos e Engenharia da Vale Metais Básicos, Fábio Brandão, fatores como crescimento e descarbonização são agendas complementares, que não permitem a dissociação no que diz respeito à mineração moderna. “A descarbonização começa na engenharia. Não dá para separar as duas coisas”, lembrou.

O executivo acrescentou que a Vale Metais Básicos tem trabalhado em soluções que conciliam expansão e sustentabilidade. “Estamos investindo em projetos alinhados à economia circular, como a utilização de escória na produção de fertilizantes e o reaproveitamento de calor nos fornos. Nosso objetivo é uma mineração cada vez mais próxima do conceito de operação sem rejeitos”, explicou.

Níquel de baixo carbono

O CEO da Brazilian Nickel / Piauí Níquel Metais S/A, Mark Travers, apresentou o modelo inovador de operação da companhia no Piauí, voltado à produção de níquel de baixo carbono. A empresa utiliza tecnologia de extração e processamento que reduz significativamente o consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa. “Essa abordagem demonstra que o Brasil pode ser referência em mineração sustentável e competitiva na produção de metais estratégicos”, projetou.

Para o executivo canadense, o avanço da transição energética depende de uma nova dinâmica global de cooperação entre países produtores e consumidores de minerais críticos. “A demanda por metais como níquel, cobre e cobalto cresce em ritmo acelerado, e nenhum país conseguirá atender sozinho a essa necessidade”.

Ao final do talk-show, os participantes reforçaram que a COP30 representa uma oportunidade inédita para o Brasil se posicionar como referência global em minerais críticos e estratégicos, ao combinar inovação tecnológica, práticas ESG e políticas públicas integradas.

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A EXPOSIBRAM 2025 tem o patrocínio de: BHP; CBPM – Companhia Baiana de Pesquisa Mineral; Governo do Estado da Bahia; Hydro; Vale (Patrocínio Master); AEOLUS; CMOC; Ero Brasil (Patrocínio Diamante). Bahia Gás; Elecmetal; Huawei; Hexagon; U&M (Patrocínio Platina). Anglo American; Kinross; Nexa (Patrocínio Ouro). EF Energy Fuels; Geosol; Mineração Usiminas, Petrobahia (Patrocínio Prata). Accenture; Alcoa; Armac; CBMM; CBA; Hatch; Taboca; Mosaic; Samarco (Patrocínio Bronze). 

O evento tem apoio institucional de: 2A+ Mineração; Associação Baiana de Engenheiros de Minas; Associação Baiana de Geólogos; Abimaq; Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração; ABREMI; ACMinas; Amcham; Apemi; BCCC; Cetem; Confea; Crea-BA; Mutua BA; Câmara de Comércio Brasil/Canada; Opus Ratios Scientia; Febrageo; FIEB; FIEPA; Mining Hub; OAB São Paulo; Sociedade Brasileira de Geologia Núcleo Bahia-Sergipe; SINDIMIBA; Women in Mining Brasil.

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